terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Desejos para 2014!

Betinha, Betinha... esse é o primeiro final de ano que passamos sem sua presença física! Sem você e sem nosso amado vozinho! Cada um de nós tem lidado com a falta e suas dores da forma que pode, de acordo com o amadurecimento que tem... mas, de uma forma geral temos conseguido nos manter em pé e seguindo e frente! Você e o vozinho foram muito lembrados no natal, quando (em épocas diferentes) vestiam roupa de papail Noel e saíam para distribuir balinhas para as crianças nas ruas.... e hoje, véspera de ano novo, novamente você foi lembrada por sempre nos alertar que deveríamos escrever nossas listas de metas e desejos para o ano que se inicia! Por isso, deixo aqui minha lista de desejos para 2014:


Desejo que 2014 seja o ano da consciência! Que aos poucos nos tornemos seres mais conscientes e que os hábitos e as atitudes automáticas deixem de existir... que possamos estar integralmente presentes em tudo o que fizermos! Que tomemos consciência de que vivemos coletivamente e que nossos atos e escolhas influenciam a vida de outras pessoas, que consigamos aos poucos trocar o "EU" por "Nós"...



Desejo que 2014 seja o ano do cuidado! Que cuidemos, em primeiro lugar daquilo que nos é mais importante: nossa saúde física e mental! Que deixemos a preguiça e as facilidades de lado em nome de hábitos mais saudáveis para o corpo e para a mente! Que cuidemos também dos nossos laços de afeto! Que cultivemos apenas as relações saudáveis e que haja mais demonstrações de afeto e do quanto a presença física e emocional dessas pessoas enriquecem nossas vidas! Que sejamos francos e verdadeiros sem deixarmos de ser gentis e educados... que a hipocrisia não faça parte do nosso dicionário!



Desejo que 2014 seja o ano do respeito! Respeito a si mesmo, as suas crenças e verdades e igualmente respeito aos outros com suas escolhas, crenças e verdades! Que aprendamos a conviver com com escolhas diferentes das nossas e que isso nunca perturbe os laços que nos une!



Desejo que 2014 seja um ano de doação! Se olharmos para os lados descobriremos que há pessoas que precisam apenas de alguns minutos da nossa atenção e que aprendamos a detectar essas necessidades, que nos tornemos mais sensíveis as necessidades do outro, que na sua grande maioria das vezes são muito mais emocionais do que materiais! Que aprendamos a ouvir calados... simplesmente ouvir!



Enfim... desejo que 2014 seja um ano de transformações e mudanças necessárias para uma vida melhor e que todos nós aceitemos esse desafio e enfrentemos nossas fraquezas, por mais difícil que nos seja, que nos mantenhamos firmes no propósito de cuidarmos mais e melhor de nós mesmos e de todos que estão a nossa volta! 



Om Shanti!!!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Antes que a morte nos separe...



  • Transcrevo abaixo texto escrito pelo colunista Ivan Martins para a revista Época, do dia 04/12/13.
    Dias atrás, despedi-me de um conhecido que partiu antes da hora. Entrei sereno na igreja, reconheci velhos colegas e me sentei entre eles para esperar a missa. A cerimônia transcorreu sem sobressaltos até o final, quando o padre deu a palavra à companheira do morto. Emocionada, mas firme, ela leu umas poucas palavras ao microfone. Essencialmente, disse que ele talvez não soubesse o quanto o admiraram, quanto o queriam aqueles que ele deixara para trás. Foi o que bastou para me inquietar.
    Por causa das companhias de seguro, que vivem nos lembrando da fragilidade da existência, somos levados a pensar, de vez em quando, sobre o estado material da nossa vida. Se eu morresse amanhã, o que deixaria para trás? Está tudo certo, estão todos amparados, os papéis estão em dia? Gente muito jovem não se preocupa com isso, mas basta ter filhos para que essas ideias, insidiosamente, nos visitem. É natural e até saudável. Só quem se acha eterno está isento de preocupações. Os outros temem.
    Mas não foi isso que me inquietou na igreja.
    O que as palavras da viúva evocavam era algo diferente, imaterial. Ela falava do legado emocional e afetivo do morto. Ela aludia, em seu breve discurso de despedida, ao que ele deixara sentimentalmente para trás – de forma incompleta - com os amigos, com a família, com a mulher. Suas palavras faziam pensar nas relações rompidas pela morte e no estado das relações com os que ficam. Se morrêssemos amanhã, o que restaria sem ter sido dito? Muito, eu imagino.
    Nossas vidas estão repletas de relações pendentes.
    Há o amigo, a ex-namorada, a prima com quem você não fala há muito tempo, embora isso o inquiete. Questões grandes ou pequenas esperaram ser resolvidas com o irmão, com o tio, com a amiga com quem você, talvez, não tenha agido direito. Dentro do círculo mais íntimo, mesmo ali, persiste a sensação de que nem tudo foi dito entre pai e filho, entre marido e mulher, entre namorados de longa data. Na avalanche estúpida das horas que se esvaem, tendemos a adiar conversas e encontros. Eles não são urgentes, nos parece. Temos todo o tempo do mundo, nos iludimos. É natural que seja assim.
    Tudo o que está vivo é incompleto. Não é diferente com as relações humanas. Apenas o que acabou emocionalmente está concluído e encerrado. O resto segue nos assombrando com vírgulas, reticências e interrogações. Aquilo que está vivo é uma possibilidade. Somente a morte coloca o ponto final em algumas relações. Naquelas que mais importam, eu diria. Naquelas que nos inquietam e das quais nos cabe cuidar. Ao contrário das coisas materiais, é impossível resolver relações vivas. Elas podem ser cultivadas, saboreadas, vividas, mas não resolvidas. Elas prosseguem. Nunca haverá a conversa definitiva com aqueles que a gente ama. Talvez haja a última, mas isso não se sabe. Sabemos da conversa mais recente, da próxima. Dessas deveríamos cuidar. Sempre haverá outro programa de televisão, outro filme, outro amigo chamando ao telefone – mas o momento deste encontro não se repete. As palavras que trocamos aqui (ou não trocamos) fazem diferença. O que podemos fazer – e que talvez devamos fazer – é manter nossas relações em dia. Se alguma coisa trágica ocorrer, teremos rido juntos ontem, ou falado na semana passada sobre o filme. Talvez tenhamos discutido ao telefone – é inevitável – mas dormimos abraçados, conversando baixinho. Lembrei de comprar o presente no dia certo, liguei aquela noite como prometido, tomamos um porre medonho na sexta-feira, conversamos longamente no carro durante a viagem. Andávamos na rua quando a chuva começou. Estivemos felizes, estivemos bravos, estivemos juntos. Foi bom.
    Será que me faço entender? As coisas materiais têm o poder de nos obrigar a agir. Os nossos sentimentos, estranhamente, não. Saímos todas as manhãs para o trabalho, ligamos para o advogado, trocamos emails com gente chata sobre o projeto que nos interessa. Mas não gastamos uma fração dessa energia para cuidar de coisas que nos são intimamente caras: o amigo de quem temos saudades, a ex-namorada que está na pior, a tia de que gostamos tanto. O cotidiano dos sentimentos e a rotina das relações são negligenciados. Ou tratados com menos importância do que deveriam. Ao contrário do que parece, isso não constitui uma traição aos outros, mas a nós mesmos.
    Por isso fiquei inquieto com as palavras da missa.
    Tive a impressão de que minhas pendências são grandes. As contas e os impostos estão pagos, mas a vida emocional está atrasada. Se eu sumisse hoje, se eu morresse, muitas palavras ficariam por serem ditas, muitos abraços ficariam no ar. Pessoas queridas ficariam sem respostas. Tive a impressão, na missa, de que há muito a fazer antes que a morte nos separe – e que o tempo, afinal, não é tão longo. Ivan Martins

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Os cinco maiores arrependimentos de pacientes em leitos de morte

Lembrando que a ideia que a minha tia Betinha tinha ao desejar  escrever para este blog era de nos fazer acordar para o momento presente, de parar de viver no piloto automático e fazer escolhas conscientes que resultem em paz interior e felicidade!

Sendo assim, vale saber quais são os cinco maiores arrependimentos de pacientes em seus leitos de morte registrados por uma enfermeira que escreveu um livro sobre isso, para que ainda hoje possamos fazer algo pra que não contribuamos para entrar nesta estatística, porque está em nossas mãos mudar nosso destino!!
Namaste!!

Já vi este relato anteriormente em alguns sites, mas hoje foi a primeira vez que vi depois de ter começado a alimentar este blog, então segue abaixo a história traduzida exatamente como está escrita no site "Dancing Wtih De",  da "De":

Por muitos anos eu trabalhei em cuidados paliativos. Meus pacientes eram aqueles que tinham ido para casa para morrer. Algumas experiências incrivelmente especiais foram compartilhadas. Eu estava com eles nos últimas três a doze semanas de suas vidas. As pessoas crescem muito quando eles são confrontados com a sua própria mortalidade.
Eu aprendi a nunca subestimar a capacidade de alguém para o seu crescimento. Algumas mudanças foram fenomenais. Cada um experimentou uma variedade de emoções, como esperado, negação, medo, raiva, remorso, mais negação e, finalmente, aceitação. Cada paciente encontrou sua paz antes deles partirem, cada um deles.
Quando questionados sobre algum arrependimento que tiveram ou qualquer coisa que faria diferente, temas comuns vieram à tona. Aqui estão os cinco mais comuns:
1 . Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.
Este foi o arrependimento mais comum de todos. Quando as pessoas percebem que sua vida está quase no fim e olham para trás, é fácil ver como muitos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não tinham honrado nem metade dos seus sonhos e morreram sabendo que foi devido às escolhas que fizeram, ou não fizeram .
É muito importante tentar e honrar pelo menos alguns de seus sonhos ao longo do caminho. A partir do momento que você perde a sua saúde, é tarde demais. Saúde traz uma liberdade que muitos poucos percebem, até que já não a tem.
2 . Eu gostaria de não ter trabalhado tão duro.
Isto veio de cada paciente do sexo masculino que eu acompanhei. Eles perderam a juventude de seus filhos e o companheirismo dos parceiros. As mulheres também falaram sobre esse arrependimento. Mas, como a maioria eram de uma geração mais velha, muitos dos pacientes do sexo feminino não tinha sido as pessoas que sustentavam a casa. Todos os homens que companhei lamentaram profundamente gastar tanto de suas vidas na esteira de uma existência de trabalho.
Ao simplificar o seu estilo de vida e fazer escolhas conscientes ao longo do caminho, é possível não precisar da renda que você acha que precisa. E criando mais tempo livre em sua vida, você se torna mais feliz e mais aberto a novas oportunidades, aquelas mais adequados ao seu novo estilo de vida.
3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos .
Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos a fim de manter a paz com os outros. Como resultado, eles se estabeleceram por uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eram realmente capazes de se tornar. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ressentimento que carregavam, como resultado disso.
Nós não podemos controlar as reações dos outros. No entanto, embora as pessoas possam, inicialmente, reagir quando você mudar a maneira que você está falando com honestidade, no final isso erguerá a relação à um nível totalmente novo e saudável. Ou isso ou ele libera o relacionamento doentio de sua vida. De qualquer maneira , você ganha.
4 . Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.
Muitas vezes eles não percebem verdadeiramente os benefícios de velhos amigos até estarem em seu leito de morte, e nem sempre foi possível re-encontrá-los nestes últimos momentos. Muitos haviam se tornado tão envolvidos em suas próprias vidas que tinham deixado amizades de ouro escaparem nos últimos anos. Haviam muitos arrependimentos profundos sobre não dar às amizades, o tempo e esforço que mereciam. Todo mundo sente falta de seus amigos quando estão morrendo.
É comum à qualquer um com um estilo de vida agitado, deixar amizades escorregarem, mas quando você se depara com a sua morte se aproximando, os detalhes físicos da vida caem. As pessoas querem colocar suas finanças em ordem, se possível. Mas não é dinheiro ou status que tem a verdadeira importância para eles. Eles querem arrumar as coisas para o benefício daqueles à quem amam. Normalmente, porém , eles estão muito doentes e cansados de gerir esta tarefa. E tudo se resume ao amor e relacionamentos no final. Isso é tudo o que resta nas semanas finais, amor e relacionamentos.
5. Eu gostaria que eu tivesse me deixado ser feliz.
Este é surpreendentemente comum. Muitos não percebem, até o fim de que a felicidade é uma escolha. Eles haviam ficado presos em velhos padrões e hábitos. O chamado “conforto” da familiaridade transbordou em suas emoções, bem como as suas vidas físicas. O medo da mudança os fazia fingir para os outros e para si mesmos, que estavam satisfeitos. Quando lá no fundo, eles ansiavam em rir e serem bobos em sua vida novamente. Quando você está no seu leito de morte, o que os outros pensam de você é muito diferente do que está em sua mente. Como é maravilhoso ser capaz de relaxar e sorrir novamente, muito antes de você estar morrendo .
A vida é uma escolha. É a sua vida. Escolha conscientemente, escolha sabiamente, escolha honestamente. Escolha a felicidade.
A De viu essa história no http://worldobserveronline.com/

Bronnie Ware
Bronnie Ware, enfermeira que durante anos cuidou de pacientes no leito de morte, escreveu o livro “The Top Five Regrets of the Dying – A Life Transformed by the Dearly Departing”, que, como o título diz, trata dos cinco arrependimentos mais comuns manifestados pelas pessoas antes de morrerem. 

Fonte: http://dancingwithde.com/2013/11/18/enfermeira-revela-os-5-maiores-arrependimentos-das-pessoas-em-seus-leitos-de-morte/

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O que você tem feito por você?

Continuando com as reflexões que devemos nos fazer pra mensurar como temos cuidado de nós mesmos, segue um texto escrito por Fernanda Paraguassu, do site gnt.globo.com:


A pior mãe do mundo na terapia


“A mãe chegou arrasada na sessão de terapia.
- Estou me sentindo uma péssima mãe.
- Por quê? – perguntou a terapeuta.
- Explodi ontem à noite com as crianças.
- E daí?
- Como “e daí”? Uma boa mãe não explode assim com os filhos.
- Então você se considerava uma boa mãe até explodir?
- Acho que sim. Não sei. Pelo menos eu tento ser uma boa mãe.
- E o que você faz para “tentar ser uma boa mãe”.
- Eu vivo em função dos meus filhos. Às vezes sou pai, professora, contadora de história, cozinheira, motorista… Ontem tive que rodar a cidade atrás de uma cartolina verde musgo. Pode isso?
- E aí?
- E aí que a escola não faz a menor ideia de como isso é difícil. Eu fiquei três horas no trânsito, procurando papelarias, atrás de uma maldita cartolina verde musgo! Encarar um trânsito de hora de rush fora da hora do rush desestabiliza qualquer um.
- E a explosão?
- No fim do dia, cheguei do trabalho exausta, fiz o jantar, mandei tomar banho, ajudei no dever de matemática dele, desembaracei o cabelo dela, e ainda cortei as unhas. Quarenta unhas! É quase um trabalho em escala industrial! Eu nem lembro quando foi a última vez que fui no salão fazer as unhas.
(a terapeuta balança a cabeça num gesto indecifrável!)
- Chegou uma hora que ficou insustentável. Desapartei uma briga entre os dois, mandei desligar a televisão umas cinco vezes! E quando pensei que estavam na cama e me sentei para ver o Félix, eles apareceram de novo no corredor! Brigando!! Aí eu explodi!!! Foi feio! Gritei muito! Depois me arrependi.
- Por que se arrependeu?
- Porque, no fundo, eu sei que eles estavam cansados. E eu também. Depois que eles dormiram, fiquei ali, olhando os dois, pareciam anjinhos. Bateu um remorso, sabe? Fiquei me sentindo a pior mãe do mundo por ter gritado tanto com eles!
- Continua se sentindo a pior mãe do mundo?
- Sim. Só que eu me pergunto se uma boa mãe também não merece cinco minutos de paz para ver a novela. Acho que qualquer pessoa normal explodiria numa situação dessa.
- Será que você não está valorizando a coisa errada? Não está dando muito valor para um episódio pontual, como a sua explosão no fim do dia? E o resto das coisas que fez para seus filhos desde a hora em que acordou? Será que não está esquecendo disso tudo? E o que você tem feito por VOCÊ?
(silêncio)
- Hein? – insistiu a terapeuta.
- Há três semanas não vou na academia. Já estou ficando com as costas travadas.
Talvez esteja na hora de mudar algumas coisas na sua vida. E você já sabe como!
- Eu sei?
- Sabe. Você mesma disse aqui.
- Eu disse?
Você disse que “uma boa mãe também precisa de um pouco de tempo para si” e que “pessoas normais explodem”. Pense nisso. Vamos ficando por aqui, nos vemos na próxima semana.
A mãe olhou o relógio e estranhou que ainda faltavam quinze minutos para terminar a sessão. Levantou-se ainda meio desestabilizada com a conversa, mas seguiu em frente. Foi caminhando até o fim da rua.Decidiu parar na padaria da esquina e pediu um café. Olhou o relógio novamente e viu que ainda tinha mais dez minutos. Eram dez minutos só para ela! Pediu então um pão com queijo minas na chapa e lembrou que ainda não tinha almoçado.



domingo, 10 de novembro de 2013

E se...

Há um questionário de psicologia chamado "História da minha vida" em que uma das últimas perguntas é a seguinte:

"Se você descobrisse que tem apenas seis meses de vida como desejaria vivê-los?"

E baseados nesta pergunta podemos fazer outras no mesmo sentido...

O que te impede de viver desta forma hoje?
Você não sabe quanto tempo ainda tem de vida... Porque não viver como gostaria??
Quais mudanças seriam necessárias? O que te impede de fazê-las?

 Se faça essas perguntas e tente viver da forma como gostaria se tivesse apenas mais seis meses de vida... afinal não sabemos quanto tempo ainda nos resta, pense nisso!

domingo, 3 de novembro de 2013

Aprendendo a Viver...

        Trago hoje o texto de uma "Cientista que Virou Mãe", a Ligia Moreiras Sena, Dra. em Farmacologia que além de ser cientista escreve sobre o respeito ao parto e ao nascimento, sobre maternidade e paternidade ativas, entre outras coisas como sobre nos tornamos mais conscientes de nossas escolhas e de nós mesmos... 

        Segue o texto:

"...Sugestão de leitura para um domingo: Clarice Lispector, citando Thoreau, em "Aprendendo a viver".


  "Thoreau era um filósofo americano que, entre coisas mais difíceis de se assimilar assim de repente, numa leitura de jornal, escreveu muitas coisas que talvez possam nos ajudar a viver de um modo mais inteligente, mais eficaz, mais bonito, menos angustiado.


  Thoreau, por exemplo, desolava-se vendo seus vizinhos só pouparem e economizarem para um futuro longínquo. Que se pensasse um pouco no futuro, estava certo. Mas 'melhore o momento presente', exclamava. E acrescentava: 'Estamos vivos AGORA'. E comentava com desgosto: 'Eles ficam juntando tesouros que as traças e a ferrugem irão roer e os ladrões roubar'.


   A mensagem é clara: não sacrifique o dia de hoje pelo de amanhã. Se você se sente infeliz agora, tome alguma providência agora, pois só na sequência dos AGORAs é que você existe.


  Cada um de nós, aliás, fazendo um exame de consciência, lembra-se pelo menos de vários AGORAs que foram perdidos e não voltarão mais. Há momentos na vida que o arrependimento de não ter tido ou não ter sido ou não ter resolvido ou não ter aceito, há momentos na vida em que o arrependimento é profundo como uma dor profunda.


   Ele queria que fizéssemos agora o que queremos fazer. A vida inteira Thoreau pregou e praticou a necessidade de fazer agora o que é mais importante para cada um de nós.


 Por exemplo: para os jovens que queriam tornar-se escritores mas que contemporizavam - ou esperando uma inspiração ou se dizendo que não tinham tempo por causa de estudos ou trabalhos - ele mandava ir AGORA para o quarto e começar a escrever.

    Impacientava-se também com os que gastam tanto tempo estudando a vida que nunca chegam a viver. 'É só quando esquecemos todos os nossos conhecimentos que começamos a saber'.


  E dizia esta coisa forte que nos enche de coragem: 'Por que não deixamos penetrar a torrente, abrimos os portões e pomos em movimento toda a nossa engrenagem?'. Só em pensar em seguir o seu conselho, sinto uma corrente de vitalidade percorrer-me o sangue. Agora, meus amigos, está sendo neste próprio instante.
  Thoreau achava que o medo era a causa da ruína dos nossos momentos presentes. E também as assustadoras opiniões que nós temos de nós mesmos. Dizia ele: 'A opinião pública é uma tirana débil, se comparada à opinião que temos de nós mesmos'. É verdade: mesmo as pessoas cheias de segurança aparente julgam-se tão mal que no fundo estão alarmadas. E isso, na opinião de Thoreau, é grave, pois 'o que um homem pensa a respeito de si mesmo determina, ou melhor, revela seu destino'.


   E por mais inesperado que isso seja, ele dizia: tenha pena de si mesmo. Isso quando se levava uma vida de desespero passivo. Ele então aconselhava um pouco menos de dureza para com eles próprios. O medo faz, segundo ele, ter-se uma covardia desnecessária. Nesse caso, devia-se abrandar o julgamento de si próprio.


   'Creio', escreveu, 'que podemos confiar em nós mesmos muito mais do que confiamos. A natureza adapta-se tão bem à nossa fraqueza quanto à nossa força'. E repetia mil vezes aos que complicavam inutilmente as coisas - e quem de nós não faz isso? -, como eu ia dizendo, ele quase gritava com quem complicava as coisas: simplifique! Simplifique!"..."


        Que todos nós possamos a cada dia que passa simplificar um pouco mais nossa existência. Que tenhamos a serenidade para aceitar o que não pode ser mudado; a coragem para mudar o que pode ser mudado e a sabedoria para distinguir uma coisa da outra.

                 Uma ótima semana a todos!!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

A arte de ouvir e de estar presente no aqui e agora...

                Pra refletir sobre porquê corremos e fazemos tanto, precisamos estar conscientes no momento presente, vivendo apenas o aqui e o agora, nem no passado, nem no futuro...

                        Reproduzo aqui um texto da Revista Vida Simples deste mês sobre o assunto: 


"Os três estavam ali sentados numa mesinha de bar na calçada, num dia quente. Flagrar três marmanjos sem fazer nada às 4 da tarde de uma quinta-feira numa cidade frenética como São Paulo já me dava vontade de sapecar um beijo em cada um e cumprimentá-los pela ousadia. Mas me detive a tempo e perguntei apenas se eles sabiam onde ficava um estúdio de música perto dali, pois havia esquecido o endereço em casa. Eles foram muito gentis e levantaram várias hipóteses sobre o provável endereço. Eu procurava prestar atenção no que diziam, mas tinha algo que atrapalhava minha escuta. Depois de alguns segundos, descobri. Eram as maritacas que enxameavam na goiabeira em frente ao bar. Se os moços já tinham mexido comigo com seu ócio criativo, ser interrompida por aquela algazarra verde no asfalto duro quase me levou às lágrimas. Sentei-me com eles e pedi uma água gelada com gás.


Sons variados
Foi assim durante todo o tempo em que estive envolvida com esta matéria, que propunha uma escuta mais atenta: a vida, de repente, se abriu como um leque de diversas possibilidades. Com a disposição de prestar mais atenção em sons e palavras, corri para a janela de um apartamento para ouvir melhor o som de uma gaita de foles que tocava na Avenida Angélica. Contemplei um longo solo de jazz na Alameda Santos, seguido por um concerto de flauta. Na Avenida Paulista, que se transforma numa sucessão de 5 quilômetros de música aos domingos, acompanhei os movimentos de um ser andrógino que dançava solitário ao lado de uma caixinha de som que tocava Schubert e joguei algumas moedas para o roqueiro que dedilhava "Stairway to Heaven" sob a marquise de um banco. Mais que isso: aprendi a me calar mais do que normalmente me calo, e a ouvir o som da minha própria voz como se fosse uma melodia. Deixei o silêncio tomar conta sem interrompê-lo. Abdiquei de expressar todas minhas opiniões. Não só minha existência ficou mais criativa, intensa e vibrante, como percebi que, à medida que me tornava mais atenta à escuta, fazia outras escolhas, decidia outras coisas, que talvez nunca tivessem me passado pela cabeça, como experimentar a delícia de me sentar debaixo de uma goiabeira cheia de maritacas numa morna quinta-feira.


Voltar-se para dentro
Pode parecer misterioso, ou mágico, perceber como sua vida muda com um escutar mais profundo. Mas isso se dá por um motivo simples. Enquanto toda a sociedade moderna nos impulsiona a agir e a fazer, a escuta está envolvida justamente com o movimento contrário, que é permanecer em calma e silêncio numa não ação. Em vez de sermos ativos, por um momento vamos nos tornar conscientemente passivos. Em vez de se ir para fora, vai-se para dentro. Em vez de nos expressarmos, vamos ouvir o que o outro diz. E nesse processo ficamos muitas vezes sem responder, sem retrucar imediatamente. Nos tornamos menos mecânicos e reativos.
Essa simples mudança de atitude gera resultados grandiosos. Cada vez que a escuta se repete, sem interrupções, você se torna mais relaxado, mais aberto, mais atencioso, mais profundo, mais humano. E isso realmente pode transformar uma vida.
"O controle da fala revela muito sobre você mesmo", me diz com sua voz doce e melodiosa Lu Horta, cantora, compositora e professora de canto paulista que ensina as pessoas a... escutar. Seu trabalho é mais com músicos e cantores, mas inclui gente comum também. Formada em música pela Unicamp, com especialização em cantoterapia segundo a concepção antroposófica e com outros cursos nessa área, Lu lembra como nossa vida emocional está ligada à fala e à escuta. Quem é ansioso demais vai sempre interromper o outro, e o timbre de sua voz e sua respiração traduzirão a ansiedade. Quem é egocêntrico não deixará espaço para que a pessoa à sua frente possa falar. "Se eu estiver centrado apenas em meus interesses, não conseguirei me abrir para o que está além de mim", diz ela com dedução irrepreensível. Escutando mal, nos tornamos restritos, limitados, impacientes. Mas quem começa a se dedicar a ouvir com mais atenção experimenta o prazer de ser mais calmo, acolhedor, aberto e generoso.
"A escuta mais atenta abre espaço interno para que o outro é e deseja", diz Lu. É ar puro que entra, uma janela aberta. Por um momento saímos de nós mesmos, de nossos interesses e opiniões, de nosso mundo, para conhecer a outra pessoa e escutá-la como quem bebe um copo de raro vinho. É um dos grandes presentes que se pode dar para alguém. E um dos dons mais preciosos que se pode receber do outro. Dos 12 sentidos imaginados pelo austríaco Rudolf Steiner, o criador da antroposofia, a audição pertence ao grupo mais elevado deles, o que tem estreita relação com a alma, o pensamento e a consciência.
Lu Horta lembra algo muito importante: "O primeiro órgão dos sentidos a se formar no bebê é o ouvido. Escutar é uma de nossas primeiras experiências no mundo: ouvimos a corrente sanguínea da mãe, sua voz, nosso batimento cardíaco. E tudo isso nos acalma profundamente". Tanto que hoje existem no mercado CDs que reproduzem esses sons para os recém-nascidos. "Ouvir é extremamente prazeroso para o ser humano."
Mas o que acontece, então? Por que não gostamos mais de escutar? Há muitas respostas, mas uma delas está ligada à falta de um aprendizado específico para isso. O silêncio sumiu de nossas vidas, e é nele que habita a escuta. Como podemos voltar a nos alimentar e a nos preencher do que não quer falar, do que quer permanecer quieto e tranquilo, do que nos deixa confortáveis e relaxados dentro de nós? É o que vamos ver a seguir.


Silêncio, por favor
"Sábio é aquele que saboreia", disse o filósofo alemão Friedrich Nietzsche. E degustar o silêncio requer certo aprendizado, uma atenção específica. É um refinamento. "É do silêncio que nasce o ouvir. Só posso ouvir as palavras se meus ruídos interiores forem silenciados. Quem fala muito não ouve. Só posso ouvir a verdade do outro se eu parar de tagarelar. Sabem disso os poetas, esses seres de fala mínima", escreveu o psicanalista e pedagogo Rubem Alves no livro Educação dos Sentidos (Verus). E por que a escuta da poesia, ou da música, precisa tanto do silêncio? Ele responde: "A magia do poema está nos interstícios silenciosos que há entre as palavras. É nesse silêncio que se ouve a melodia que não havia. Aí a magia acontece: a melodia nos faz chorar".
Rubem nos conta uma cena que aconteceu durante a leitura que ele fez de uma poesia de Robert Frost em sala de aula. "Li vagarosamente. Porque cada poema tem seu andamento que lhe é próprio, como numa música". Terminada a leitura, não me atrevi a dizer nada. É preciso que haja silêncio. A música só existe sobre um fundo de silêncio. É no silêncio que a beleza coloca seus ovos." Depois dessa pausa, ele recomeça a ler novamente as palavras de Frost. "E aí, então, no silêncio que se seguiu à segunda leitura, ouvi um soluço no fundo da sala. Uma jovem chorava." Abriu-se o espaço para uma escuta profunda que atingiu diretamente seu coração. Não foram apenas palavras, mas o vazio que as continha que despertou o sentimento. "Grande mistério, esse: é o que não há que provoca o choro". Houve silêncio suficiente para que a escuta se tornasse avassaladora.
Tampouco o sentimento da jovem surgiu da interpretação das palavras. Naquele poema que falava de bosques e sombras, foi sua atmosfera melancólica e triste que tocou sua alma. Ela fugiu de atribuir significados ao que ouvia de acordo com suas opiniões e vivências. Apenas se sentiu livre para sentir, sem julgar e interpretar interiormente. Ficou com o impacto da impressão pura. "O intérprete é um ser luminoso. Não suporta sombras. Ele traz então suas lanternas, suas ideias claras e distintas, e trata de iluminar os bosques sombrios... Não percebe que, ao iluminar os bosques, deles fogem as criaturas encantadas que habitam as sombras", disse Rubem.
"Parece que existem em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante", lembra o pensador belga Gaston Bachelard numa imagem magnífica. Esses lugares só podem ser visitados no silêncio e na penumbra. Se estamos diante do outro com a avidez de um cão faminto pronto a saltar sobre um osso, só esperando a deixa para interrompê-lo e começar a interpretar o que ele diz, nós os perderemos. A resposta, a interpretação, pode acontecer durante a conversa depois dessa degustação de escuta mais fina. E, aí, o que teremos a dizer terá outro sabor e profundidade.
Com esse tipo de escuta também aprenderemos a diferenciar os diversos tons do silêncio, como os esquimós reconhecem mais de 40 tons de branco da neve. "Os silêncios têm sua própria personalidade - contidos ou meditativos, vazios ou repletos. Há um campo de força completamente diferente entre um casal que emudece porque está com raiva ou um casal silente que está fazendo amor. Também há diferença entre o silêncio gerado por dezenas de pessoas fazendo meditação ou depois de uma comunhão numa missa e o silêncio natural de um espaço vazio", afirma a jornalista escocesa Bella Bathurst, da revista virtual Aeon Magazine.
Ao conseguir perceber pausas, hesitações, mudanças de timbre na voz ou alteração da respiração de quem está diante de nós, teremos uma leitura mais rica, ou até completamente diferente, do que dizem as palavras. No mínimo, poderemos dar um retorno mais apurado e preciso do que se percebeu.
Ouvir, sem julgamentos

Há quem já pensou profundamente sobre o escutar. O famoso físico de teoria quântica David Bohm dedicou os últimos anos de sua vida a um processo terapêutico chamado de Diálogo. Nele, o ouvinte não julga o que escuta. Apenas fica tranquilo, autopercebendo-se diante do que é dito, assistindo às eventuais zonas de sombras que o outro pode deflagrar. Também presta mais atenção não apenas no que é dito, mas naquilo que é expresso nas entrelinhas, percebendo no outro o que talvez ele não perceba. É uma escuta atenta. De certa forma, sua proposta é como uma meditação, e por isso o filósofo indiano Jiddhu Krishnamurti se interessou tanto por esse processo (os dois trabalharam juntos durante anos).
Bohm acreditava que o processo do pensamento era autônomo e independente de nós e que podíamos observá-lo de fora de um ponto interno que nos permitisse ver a nós mesmos. Também sustentava que o pensamento não estava restrito ao indivíduo, mas que existia um pensamento coletivo que interagia com o individual. No processo do Diálogo, por exemplo, até 50 pessoas se sentam para conversar e escutar sem julgamentos durante cerca de duas horas. De acordo com o físico, o pensamento coletivo gerado nas sessões também pode fazer surgir compreensões a que muitas vezes não se chegaria individualmente.
Diálogo interno

Estamos eternamente em diálogo, num bate-papo infinito com nós mesmos, que alguns também chamam de monólogo interno. É a mente do "macaco louco", na expressão de Yongey Mingyur Rinpoche, monge do budismo tibetano e autor do livro Alegria de Viver. Ela é agitada, inquieta, pula de um assunto a outro sem parar, de galho em galho. "O diálogo interno também pode ser descrito como 'pensamento compulsivo'. É um estado em que nossos pensamentos nos comandam, repetindo a si mesmos centenas de vezes sem nunca conseguir chegar a outro patamar", diz Reinhard Fletischler, percussionista austríaco que pesquisou durante anos temas como ritmo e silêncio em vários países do mundo. Para nos livrar dessa mente conturbada, ele oferece uma alternativa: "Saindo conscientemente do pensar para um espaço mais sensorial, para o sentir, nós podemos romper o círculo vicioso e trazer um espaço interno que nos permite abrir e nos afastarmos desse tipo de pensamento".
"Ao sentir mais o corpo de uma forma relaxada, seremos capazes de entrar nesse estado silencioso em que muitas coisas de nossa vida se revelam por si mesmas", afirma Fletischler. "Reconhecer que estamos num estado de pensamento compulsivo e praticar a transição para um sentir meditativo é a chave de um diálogo interno com mais significado."
E ele vai além. Propõe não a polaridade do cheio versus vazio, mas a vivência de ambos estados ao mesmo tempo. "Viver em polaridades pode trazer uma constante dicotomia: agir ou escutar, fazer ou não fazer", diz ele. Para vivenciar essas possibilidades ao mesmo tempo, ele criou um método, a TaKeTiNa, em que pessoas em roda dançam, cantam e se abrem para o poder transformador do ritmo. "Ali você fala sílabas ritmícas enquanto escuta o líder contar histórias. Aprende a ser ativo com sua mão direita e passivo com a esquerda ao mesmo tempo. Fica ao mesmo tempo focado e relaxado", conta Fletischler.
É algo que também pode ser encontrado em algumas artes marciais, na dança e, é claro, na meditação. Mas também na observação e comunhão com a natureza. O maestro Antônio Carlos Jobim costumava sair de manhã com sua flauta transversal e rumar para as matas perto de sua casa. Ia para lá a fim de ouvir e ao mesmo tempo tocar com os passarinhos. Era seu exercício quase diário de meditação. Ouvia uma sabiá, entrava em comunhão com ela e lhe respondia na mesma malha sonora em sua flauta. Escutava um bem-te-vizinho-de-penacho-vermelho e formava com ele outra parceria, e assim por diante. Só depois voltava para casa para criar suas composições. Escutar é criativo, transformador e revolucionário."



Liane Alves escreve para vida simples desde que a revista ainda dava seus primeiros passos.


Texto reproduzido do site da Revista Vida Simples:

http://vidasimples.abril.com.br/temas/ouca-apenas-ouca-749211.shtml?utm_source=redesabril_vidasimples&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_vidasimples_site

domingo, 27 de outubro de 2013


Mensagens de Fé

     A Betinha tinha uma religiosidade que ultrapassava os limites das religiões... Carregava consigo ensinamentos que não pertenciam a uma única religião... Sempre tinha na bolsa uma mensagem de fé para dar às pessoas com quem encontrava pelo caminho e, quando fui visitá-la em Jaú, ganhei um cartão-mensagem com a "Prece de Cáritas", como sei que hoje, quando completa sete dias da sua partida muitas pessoas estarão orando por ela, deixarei aqui esta prece que ela tanto gostava!
      Nos momentos em que precisou ela recebeu acolhimento e ajuda de várias pessoas e fico feliz em saber que na hora de ajudar, a única coisa que conta é saber que aquela pessoa precisa de ajuda e nada mais! Desde que teve sua coordenação motora e controle dos movimentos das pernas comprometidos ela viveu diariamente o ensinamento da humildade de reconhecer que precisava de cuidados e da doação e amor ao próximo... além de poder contar com a ajuda de parentes e de amigos da família, ela também pôde contar com a solidariedade de algumas Irmãs da Congregação Cristã que cuidaram tão bem dela! E a todas as pessoas que de alguma forma se doaram a ela desde o dia que ela recebeu o diagnóstico, minha eterna gratidão!
     Dentre as muitas mensagens que nossa amada queria nos deixar uma delas era  o desejo de que cada dia mais possamos todos conviver em paz e harmonia independente da fé de cada um, que o amor e respeito ao próximo estejam sejam sempre presentes!



                Como a foto da Prece não ficou tão nítida deixo aqui um link com a Prece de Cáritas:

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Lembranças...


      Betinha você foi um "Precioso Presente" na vida de muitas pessoas e se dói saber que não ouviremos mais as suas gargalhadas, precisamos lembrar que ao teu lado ninguém ficava triste! Tinha sempre algo a dizer, nem que fosse uma brincadeira ou uma bobagem que provocasse risos. Acho que aprendeu com o vô, né? Ele também estava sempre de bom humor e fazendo brincadeiras. E, como o seu legado é "como viverei meu dia de hoje?", digo que por ti ficaremos bem,  porque para homenagear alguém tão alto-astral e que transmitia tanta fé, esperança e otimismo a todos a sua volta só levando sorrisos no rosto e muito amor e compaixão poderemos fazê-lo!
     Desejo um ótimo dia a todos! Que cada um de nós possa transformar o dia de hoje, uma simples quarta-feira, em um dia  muito especial! Com as bençãos de nossos dois mais novos anjinhos brincalhões...



Dois anjinhos

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Mudança

"A mudança no mundo ocorrerá quando eu mudar. Sentir a pressão do tempo é ter uma percepção subconsciente que o tempo é muito valioso agora. Esse é o tempo para fazer surgir o melhor em nós e oferecer isso ao mundo em necessidade. Haverá mudança no mundo quando eu trouxer mudança em mim e na minha vida. Hoje, que eu entenda o valor do tempo e responda com o compromisso de ser o meu melhor eu." 

Fonte: Brahma Kumaris

O Presente Precioso...

" O Presente nada tem a ver com os sonhos... quando tiver o Presente, você se sentirá contente de estar onde está... o valor do Presente só provém de si mesmo... o Presente não é uma coisa que alguém lhe dê... é um presente que você dá a si mesmo...
Foi nesse momento que o homem compreendeu tudo.
Presente precioso era apenas isso: O PRESENTE. Não o passado, nem o futuro, mas o PRESENTE PRECIOSO..."

Esta citação faz parte de uma história que é o resumo do livro "O Presente Precioso", 
do Dr. Spencer Jonhson , retirada do blog: Lições de Vida: 

O nascimento do Blog...

Como a  Betinha estava com dificuldades para escrever e digitar, porque a coordenação motora dela estava um pouco comprometida, nós combinamos que ela me passaria gravações em áudio sobre os textos que ela queria que eu escrevesse. Mas, infelizmente não deu tempo... inesperadamente a Betinha nos deixou! Como ela passou a vida distribuindo mensagens de esperança, fé e otimismo e este era um projeto importante pra ela, eu resolvi que em sua homenagem escreverei e publicarei textos sobre o tema que ela queria que fizéssemos essa reflexão! Convido a todos os amigos da Betinha a me ajudarem a homenageá-la enviando textos sobre este tema, porque este blog não é meu, mas sim dela! Também deixo o convite para aqueles que quiserem escrever algo sobre ela, homenagens a esta linda mulher que tanto nos falou ao coração!
Deixo a todos a principal mensagem que a Betinha queria passar com este blog:

"Que todos nós olhemos para o dia de hoje como um precioso presente e que façamos dele o dia mais importante de nossas vidas! E, sendo assim, como você escolheu viver o dia mais importante da tua vida??"
Elisabete de Sousa Camilo
ӿ 22 de julho de 1953.
† 20 de outubro de 2013.